Quanto custa consultar antecedentes criminais de alguém em 2026
O que é gratuito, o que é pago e por que existe diferença de preço na consulta de antecedentes e processos judiciais no Brasil em 2026.


Resposta direta
Consultar antecedentes criminais pode custar zero ou algumas dezenas de reais, dependendo do que você precisa. A certidão da Polícia Federal e a consulta processual nos Tribunais de Justiça são gratuitas, mas exigem que você saiba onde procurar e consulte tribunal por tribunal. Plataformas privadas cobram entre poucos reais e cerca de R$ 25 por consulta e o que elas vendem não é o dado em si, que é público, mas a agregação de dezenas de tribunais em um relatório único e legível.
Quando alguém pergunta quanto custa consultar antecedentes criminais, a resposta honesta é: depende do que você chama de consulta. Existe um caminho gratuito e existe um caminho pago, e eles não entregam a mesma coisa.
Este artigo explica os dois, sem esconder que o gratuito funciona.
O caminho gratuito custa R$ 0 e custa tempo
Duas fontes oficiais não cobram nada:
Certidão de antecedentes criminais da Polícia Federal. Gratuita, online, sai em minutos, vale 90 dias. Limitação: só a esfera federal, só condenações definitivas, e só a própria pessoa consegue emitir a dela. Explicamos o passo a passo em como tirar a certidão na Polícia Federal.
Consulta processual nos tribunais. Cada Tribunal de Justiça mantém busca pública por nome da parte. É gratuita e mostra processos em andamento, que a certidão da PF não mostra.
O custo aqui não é dinheiro, é trabalho. O Brasil tem 27 Tribunais de Justiça, 5 Tribunais Regionais Federais, 24 Tribunais Regionais do Trabalho e tribunais superiores. Cada um com seu site, seu formulário e seu jeito de exibir resultado. Fazer isso à mão, para uma pessoa só, leva horas. E é fácil errar: homônimos são comuns, e um nome escrito de forma ligeiramente diferente devolve resultado vazio.
O caminho pago custa entre poucos reais e cerca de R$ 25
O mercado brasileiro de verificação tem faixas bem distintas:
| Faixa | O que costuma entregar |
|---|---|
| Até R$ 5 por consulta | Busca automatizada em bases agregadas, relatório enxuto |
| R$ 15 a R$ 25 por consulta | Varredura ampla de tribunais, relatório interpretado, PDF para download |
| Planos mensais ou anuais | Consultas recorrentes, útil para quem verifica com frequência |
| APIs por consulta | Voltadas a empresas que integram a verificação no próprio sistema |
O Puft.ai fica na segunda faixa: R$ 19,90 por consulta avulsa, sem mensalidade, com pacotes de 3 por R$ 49,90 e 10 por R$ 149,00.
Você não está pagando pelo dado. Está pagando pela agregação
Esse é o ponto que quase nenhuma página de vendas admite: o dado é público. Processo judicial é público por força do princípio constitucional da publicidade. Ninguém está vendendo acesso privilegiado a informação secreta.
O que se cobra é por três coisas:
- Cobertura. Consultar dezenas de tribunais de uma vez, em vez de um por um.
- Desambiguação. Separar a pessoa certa de homônimos, cruzando dados.
- Tradução. Transformar juridiquês em uma leitura que um leigo entende, com classificação de gravidade.
Se você precisa verificar uma pessoa e tem tempo de sobra, o caminho gratuito resolve. Se você precisa de uma resposta em minutos, com cobertura ampla e sem risco de confundir homônimo, o caminho pago existe por isso.
Como julgar se um serviço vale o preço
Perguntas úteis antes de pagar qualquer plataforma:
- Quantos tribunais ela consulta? Um serviço que só bate em uma base agregada genérica cobre menos que um que varre tribunais estaduais, federais e trabalhistas.
- Ela informa a data da consulta? Dado de tribunal muda. Relatório sem data é relatório sem valor.
- Ela diz o que NÃO cobre? Processos em segredo de justiça nunca aparecem. Quem promete "tudo" está mentindo.
- Ela aciona a pessoa consultada? Consulta a base pública não notifica ninguém. Serviço que exige contato com o consultado não é o que você procura.
- Ela pede pagamento antes de dizer se achou algo? Modelos variam, mas o critério deve estar claro antes.
Cuidado com o "grátis" que não é grátis
Existem sites que anunciam consulta gratuita e, no fim, cobram para liberar o resultado, ou pedem cadastro com dados sensíveis para depois vender o acesso. A regra prática: fonte oficial gratuita não pede cartão. Polícia Federal e Tribunais de Justiça não cobram e não pedem pagamento em momento nenhum.
Resumo
- Certidão federal e consulta em tribunal: gratuitas, porém fragmentadas e trabalhosas.
- Plataformas privadas: de poucos reais a cerca de R$ 25, vendendo cobertura, desambiguação e leitura.
- O dado é público nos dois casos. A diferença é quanto do trabalho você quer fazer.
Se a sua necessidade é pontual e você tem tempo, comece pelo gratuito. Se é recorrente, urgente, ou envolve decisão de risco como contratar alguém para entrar na sua casa, o custo de uma consulta paga costuma ser pequeno perto do risco que ela reduz.
O cálculo muda conforme o caso de uso
Verificar alguém antes de um primeiro encontro, antes de deixar uma pessoa sozinha com seu filho, ou antes de assinar um contrato com um sócio não são a mesma decisão, e o custo aceitável muda junto.
Para um encontro marcado pela internet, a consulta paga é uma despesa pequena e pontual. Reunimos os cuidados completos no artigo sobre como se proteger antes do primeiro encontro.
Para contratação de babá ou cuidadora, a verificação costuma valer a pena porque a decisão é de longo prazo e o risco é alto. Já para uma triagem simples, muitas vezes a consulta processual gratuita no tribunal do estado da pessoa já resolve.
Para sociedade empresarial, o escopo relevante é maior: além de criminal, importam ações cíveis, execuções e processos trabalhistas, que dizem muito sobre como a pessoa honra compromissos. Tratamos disso em sinais de um sócio problemático.
O custo de não verificar
Vale colocar o outro lado na conta. Uma consulta custa dezenas de reais. Um contrato desfeito, um processo trabalhista herdado de um sócio, um furto dentro de casa ou um golpe sentimental custam ordens de grandeza mais, sem falar no custo emocional, que não entra em planilha.
Isso não é argumento para verificar todo mundo o tempo todo. É argumento para verificar quando a decisão é irreversível ou cara de desfazer.
O que a lei permite
Consultar processos judiciais de terceiros é legal, porque esses dados são públicos por determinação constitucional. O que a lei restringe é o uso que se faz da informação: usar dado público para discriminar em contratação, expor publicamente ou constranger alguém pode gerar responsabilização. Detalhamos os limites em consultar CPF de terceiros é legal e em LGPD e consulta de dados públicos.
Fontes e referências
Perguntas Frequentes
Dá. A certidão da Polícia Federal é gratuita e a consulta processual nos sites dos Tribunais de Justiça também. O custo é o tempo: são dezenas de tribunais, cada um com seu sistema, e o risco de confundir homônimos é real.
R$ 19,90 por consulta avulsa, sem mensalidade. Há pacotes de 3 consultas por R$ 49,90 e de 10 por R$ 149,00.
Porque o que se paga não é o dado, é a agregação. Uma plataforma consulta dezenas de tribunais de uma vez, separa a pessoa certa de homônimos e traduz o resultado para linguagem comum, em minutos.
Fontes oficiais como Polícia Federal e Tribunais de Justiça são gratuitas de verdade e nunca pedem cartão. Sites privados que anunciam gratuidade e depois cobram para liberar o resultado devem ser tratados com desconfiança.
Não. A consulta é feita em bases públicas e não aciona nem notifica a pessoa pesquisada.
Não, e nenhum serviço legítimo mostra. Processos sob segredo de justiça não são públicos e não aparecem em nenhuma consulta, paga ou gratuita.
Depende da frequência. Para verificação pontual, como antes de um encontro ou de contratar um prestador, a avulsa costuma sair mais barata. Planos fazem sentido para quem verifica várias pessoas por mês.
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